Nasceu em São Vicente, Chaves, e tinha apenas dois anos quando o pai partiu para França. Seis anos depois, em 1969, a vida voltou a reunir a família em Paris.
Adaptou-se bem ao novo país, trabalhou num conceituado escritório de advogados, prosseguiu os estudos e obteve o diploma de Premier Clerc na Escola Superior de Direito.
Mais de três décadas vividas em França ensinaram-lhe que a saudade pode ser uma força criativa. Foi assim que lhe deu voz, transformando histórias e memórias — suas e de outros — em palavras. Em 2005 publicou a autobiografia Le fado pour seul bagage. Cinco anos mais tarde lançou a biografia de Alice Neto, Alice au Pays de Salazar. Em julho de 2011 regressou à sua própria história, agora em português e adaptada para teatro, com De São Vicente a Paris. Seguiu-se a biografia de Dan Inger dos Santos, Trois notes de blues pour un fado. Dan Inger à conversa com Altina Ribeiro. Em outubro de 2024 publicou o seu primeiro romance, (Il)légitime. Mais recentemente, revisitou Dona Zezinha, numa edição renovada, pronta para se encontrar com novos leitores.
Para Altina Ribeiro, escrever é transformar a saudade em voz, a memória em palavra e a vida em páginas que não se cansam de contar. Cada livro é um convite para partilhar vivências, dores, conquistas e sonhos. Histórias tão pessoais quanto universais, sempre à procura de um novo lar em cada leitor.